Do Governo do RN, publicado em 28/03/2011

A reunião foi solicitada, pois para que a regulamentação do Parque aconteça, é preciso ter, além da aprovação da sociedade, a aprovação da Casa Civil do Governo Federal, o que exige união dos políticos potiguares. "Precisamos do apoio de todos para que o projeto ande com agilidade, pois é um sonho possível. Até os acessos para o Parque já estão prontos, já que fica às margens da BR-304. Podemos ser referência nesse tipo de turismo como a Chapada Diamantina já é", disse Rosalba.
Na ocasião um dos responsáveis pelo projeto e chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas - Cecav - Diego Bento, apresentou os dados relacionados à área do futuro Parque, localizado nos municípios de Mossoró e Baraúna.
O parque irá englobar uma área superior a 10 mil hectares. Até agora, em apenas 2% da área total da reserva, já foram encontradas 213 cavidades a partir de pesquisas feitas até o início deste ano. Além disso, é um espaço dotado de grande variedade de fauna e flora cuja vegetação típica é a caatinga. Entre as espécies detectadas estão 105 de plantas, com destaque para a Aroeira do Sertão, árvore típica da caatinga e que está em extinção, e 135 espécies animais, várias nas listas oficiais da fauna em extinção, como o gato vermelho.
Para Diego Bento, além de conservar um bioma exclusivo do Brasil, a criação do Parque poderia impulsionar roteiros de turismo de aventura e ecológico na região do Oeste. O secretário de Estado do Turismo, Ramzi Elali, revelou que há uma grande preocupação em interiorizar as ações do turismo no estado e que uma unidade de conservação com planejamento sustentável seria um bom atrativo. "Queremos trabalhar outras opções de turismo no estado além de apenas praias", disse Ramzi Elali.
Segundo Carla Guaitanele, analista ambiental do Instituto Chico Mendes, a mudança da atual Área de Preservação Permanente, APP, em Parque Nacional iria prover, além de uma fiscalização mais atuante, um sistema de gerenciamento do manancial ecológico da área. "A fiscalização atual funciona mais no âmbito da denúncia ao Ibama; com a mudança para Parque Nacional seria criada uma unidade de conservação, com uma estrutura de gerência e equipe para um monitoramento constante", explicou Guaitanele. A analista também atentou para o fato de que a mudança de APP para Unidade de Conservação também proporcionará a criação de um plano de gestão para o turismo no local.
A reunião contou ainda com a presença do vice-governador Robinson Faria; o secretário de Estado de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária, Gilberto Jales; o deputado federal Fábio Faria; a deputada federal Fátima Bezerra; o deputado estadual Raimundo Fernandes; a deputada estadual Larissa Rosado; o deputado estadual Ricardo Motta; o diretor do Idema, Marcelo Toscano; e a Procuradora do Estado, Marjorie Madruga.
APOIO

Além da força dos deputados potiguares em Brasília, a regulamentação do Parque dependerá, ainda, do apoio da população de Mossoró e Baraúna. Para isso, serão realizadas em maio audiências públicas para que as populações desses municípios conheçam o projeto, aprovem e passem a colaborar com a ideia. A governadora deve participar desses debates e ajudar no fortalecimento do projeto.
O projeto ocupa uma área superior a 10 mil hectares na reserva da antiga fazenda Maisa e será destinado a visitas turísticas e estudos científicos relacionados ao meio ambiente.
De acordo com o coordenador do Instituto Chico Mendes, Diego Bento, um dos responsáveis pelo projeto e pesquisa, o Rio Grande do Norte é um dos estados que mais desmatou a caatinga nos últimos cinco anos. A viabilização do Parque Nacional da Furna Feia deve barrar essa ação e ajudar na recuperação da caatinga, chegando a triplicar a área preservada. Esse trabalho poderá identificar a área e dizer o que pode ser explorado, aberto à visitação, utilizado para estudos e, até mesmo, o que deve ter acesso restrito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário