sexta-feira, 22 de julho de 2011

CRIAÇÃO DO PARQUE NACIONAL DA FURNA FEIA ESTÁ SENDO ANALISADA POR MINISTÉRIOS

Do Gazeta do Oeste, publicado em 20 de julho de 2011.

Depois de várias audiências públicas, o projeto de criação do Parque Nacional da Furna Feia entre Mossoró e Baraúna está passando por uma série de análises feitas por instituições federais em Brasília. Uma vez aprovada, a documentação dependerá de um decreto da presidente Dilma Rousseff.

Segundo Darci Santos, espeleólogo do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV), do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), o projeto já foi analisado e aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente. “No momento ele está no Ministério de Minas e Energia, que pediu vistas às áreas”, informa.

Após a aprovação, será a vez da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e outros órgãos avaliarem o projeto.

Caso seja aprovado em todas as etapas, a documentação segue para a Casa Civil, instituição do Governo Federal, e depois só dependerá do decreto da presidente autorizando a criação. Vencida esta fase, serão liberadas as verbas para iniciar as obras de estrutura básica para a proteção da área.


O PARQUE

Ocupará pouco mais de 10 mil hectares entre os municípios de Mossoró e Baraúna. Na região está a maior concentração de cavidades subterrâneas do Rio Grande do Norte - mais de 200 cavernas – o que torna a proteção da área de extrema importância.

No entorno e no interior das cavernas foram detectadas 101 espécies de aves, 23 de mamíferos e 11 de répteis, além de formas raras de troglóbios - seres que vivem exclusivamente nesse tipo de ambiente. A flora também é bastante variada, com 105 espécies de plantas, das quais 22 só ocorrem na caatinga.


Algumas cavidades, como a Gruta do Letreiro, têm grande valor histórico-cultural, pois abrigam inscrições rupestres feitas há milhares de anos pelos primeiros habitantes da região.

Além de proteger uma grande área, o Parque Nacional da Furna Feia receberá turistas para visitação e biólogos, entre outros especialistas, para estudar o ambiente.

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