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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

LAJES E JARDIM DE ANGICOS PODERÃO RECEBER ÁREAS PARA SOLTURAS DE ANIMAIS

Do Diário de Natal, publicada em 03 de agosto de 2011.

Pico do Cabugi, em Lajes
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) iniciou a fase de vistoria nos terrenos que poderão receber os cerca de 300 animais abrigados atualmente no órgão. Até o momento, proprietários de oito fazendas no estado se ofereceram para participar voluntariamente do projeto Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), mas apenas dois estão em fase de análise. Os terrenos, que ficam situados em Lajes e Jardim de Angicos, podem receber parte desses animais dentro de dois meses.

De acordo com a assessoria do Ibama, desde que foi iniciada a campanha de procura por áreas de soltura, 20 contatos foram feitos solicitando o questionário do órgão para cadastramento de terreno. Desse número, oito já responderam as solicitações preliminares, que apontam dados do proprietário e da fazenda. Após receber o questionário de dois fazendeiros, o Ibama iniciou a vistoria nos terrenos. Em seguida, irá fazer um levantamento da documentação enviada, abrir o cadastramento da fazenda e assegurar, através de um termo de compromisso, que o fazendeiro irá informar ao órgão qualquer dano à área ou ao animal. Por exemplo, se um animal morrer, o Ibama deve ser informado para retirar o corpo do bicho do local e fazer as análises.

A vistoria deverá dizer quais animais poderão ser dispostos na área. As aves são os primeiros que devem conseguir se adaptar. Os papagaios são mais complicados de conseguir um novo lar, visto que quando chegam ao Ibama vem com problemas físicos e mentais. Atualmente, existem cerca de 130 papagaios esperando pela soltura. Santa Cruz, Campo Grande, Almino Afonso e Maxaranguape são alguns dos municípios com área em verificação preliminar por parte do Ibama, que espera conseguir um terreno na região Oeste.

Gaiolas abandonadas

O Ibama abriu uma sindicância para investigar o abandono de gaiolas na Rua da Torre, que fica em frente ao Parque das Dunas, na Zona Leste de Natal, próximo à sede do órgão. A assessoria disse que uma investigação interna seráfeita para verificar se os equipamentos são realmente do Ibama, que esteve nessa segunda-feira recolhendo as gaiolas da rua. A reportagem encontrou ainda, na manhã de ontem, parte delas queimada no canteiro em frente ao Parque. O Ibama alega que, apesar de ter um depósito para os equipamentos, um lote foi doado para uma ONG e a disposição inadequada pode ter sido resultado dessa doação.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

IBAMA INICIA CADASTRO DE PROPRIEDADES PARA SOLTURA DE ANIMAIS NO RN

Da ANDA, publicada em 15 de julho de 2011.

O Ibama está buscando propriedades rurais em todo o estado do Rio Grande do Norte para realizar solturas de animais silvestres. A maior parte dos animais a serem soltos é de aves (80%), seguidos de répteis (15%) e mamíferos (5%), quase todos apreendidos em operações de fiscalização do órgão. As áreas precisam ter boa cobertura vegetal como matas e bosques e seus proprietários devem comprometer-se a não permitir caça, captura ou molestamento dos animais soltos em seus domínios.

O cadastramento das áreas de soltura é o primeiro passo da campanha “Pacto pela Fauna”, que será lançado ainda neste semestre no RN. A idéia é agregar representantes de toda a sociedade potiguar – entidades, empresas, imprensa e cidadãos – para combater a captura, o comércio e a manutenção de animais silvestres em cativeiro. O motivador da campanha é a alta taxa de apreensão de animais silvestres, que está atingindo números semelhantes aos de SP – cerca de 4 mil por ano. A diferença é que SP possui mais de 40 milhões de habitantes e o RN pouco mais de 3 milhões, o que aponta para um índice 10 vezes superior aos dos paulistas.

“Sabemos que o hábito de ter um animal silvestre em casa é cultural, mas isso tem que mudar”, justifica o superintendente do Ibama no RN, Alvamar Costa de Queiroz. “Mais do que um crime, manter animais silvestres presos é prejudicar todo o meio ambiente e, consequentemente toda a sociedade. Afinal, quem melhor planta árvores e cuida da natureza são os animais”, explica. Segundo ele, o RN sofre intensos processos de desertificação e a manutenção de animais poderia ajudar a minimizar esse quadro.

Outro aspecto pouco percebido pela sociedade é que por trás de um simples passarinho ou papagaio em gaiola existe uma rede de ilegalidades. Assim, o cidadão comum seria o principal financiador do tráfico de animais, pois cada vez que compra um animal está pagando para o traficante retirar mais animais das matas. Dentro dessas rede operam também os biopiratas, que capturam animais com princípios ativos (“venenos”) para utilização nas indústrias químicas ou farmacêuticas. Neste caso, o crime acaba afetando também a ciência e a economia brasileiras, que perdem oportunidades de descobrir novos substâncias ou medicamentos.

Quem tiver interesse em cadastrar fazendas ou granjas para a soltura de animais deve enviar um e-mail para ascom.rn@ibama.gov.br. Na mensagem deve citar nome completo, telefone, endereço da propriedade e declarar o interesse em receber animais para soltura. Fotos digitais da propriedade em baixa resolução podem ser anexadas. Após o recebimento da mensagem o Ibama entrará em contato para maiores esclarecimentos. O cadastramento é gratuito. Ao final do processo, proprietários e funcionários das áreas escolhidas vão receber treinamento no Ibama sobre as práticas corretas de conservação de fauna e da flora.